Várzea Grande

Saúde de Várzea Grande fortalece diálogo com vereadores e prepara novo edital mais transparente

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A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou, no fim da tarde desta terça-feira (14), uma reunião para tratar do processo seletivo da área e alinhar medidas que garantam mais transparência e organização nas convocações. O encontro ocorreu no gabinete da pasta e reuniu vereadores da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, a vereadora Gisa Barros e representantes dos técnicos de enfermagem.

Durante a reunião, a gestão reforçou que não há “fura-fila” no processo de convocação dos profissionais. Segundo a equipe, o termo tem sido utilizado de forma equivocada, uma vez que o chamamento segue critérios estabelecidos em edital. Ainda assim, a proposta é tornar esse fluxo mais claro, com a definição objetiva das etapas e da ordem de apresentação dos convocados.

Outro ponto discutido foi a necessidade de organização interna das lotações. A secretária informou que já solicitou a cada setor um levantamento detalhado dos profissionais, com o objetivo de corrigir situações em que candidatos foram convocados para áreas diferentes daquelas para as quais se inscreveram. A medida busca evitar distorções e garantir que cada servidor atue conforme sua habilitação.

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Como encaminhamento, será formada uma comissão com a participação de representantes da Secretaria de Saúde, da Comissão de Saúde da Câmara Municipal e dos profissionais técnicos da área. A proposta é que o grupo atue como canal direto de diálogo com os profissionais que se sentem prejudicados, centralizando dúvidas, sugestões e demandas, além de garantir maior agilidade na comunicação.

Também foi anunciada a elaboração de um novo edital de convocação, que trará mais clareza sobre o número de profissionais a serem chamados por categoria, como técnicos de enfermagem, além de estabelecer um cronograma escalonado para apresentação de documentos e início das atividades nas unidades de saúde. A iniciativa busca organizar o processo de forma gradual, tornando-o mais eficiente, transparente e acessível.

A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destacou o compromisso da gestão com a transparência e a organização. “Estamos trabalhando para garantir um chamamento claro, justo e bem estruturado. A formação dessa comissão é fundamental para dar voz aos profissionais e construir, de forma conjunta, um edital mais transparente e alinhado com a realidade da rede”, afirmou.

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Representando a Câmara Municipal, o vereador Enfermeiro Emerson também se colocou à disposição para integrar o grupo de trabalho. “Nos colocamos à disposição para contribuir com esse processo. Nosso objetivo é garantir que tudo seja conduzido com clareza e justiça, respeitando os profissionais e fortalecendo o diálogo entre o Legislativo e a gestão da saúde”, pontuou.

A orientação aos candidatos que se sentirem prejudicados é formalizar a situação por meio de protocolo, para que os casos possam ser analisados oficialmente.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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