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Membros do Conselho de Recursos Fiscais de Várzea Grande tomam posse para biênio 2023/24

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A prefeitura de Várzea Grande deu posse nesta manhã (29), aos membros do Conselho de Recursos Fiscais para o biênio 2023/24, solenidade paralela à realização do I Simpósio sobre Contencioso Tributário Municipal. O evento teve como missão promover o debate, abrindo espaço para discussões, por meio da reflexão e troca de experiências entre o Ministério Público Estadual, Fisco Estadual e o Fisco municipal.

Participaram da posse, a promotora de Justiça e primeira-dama do município de Várzea Grande, Januária Dorilêo Baracat; o Procurador Geral do Município, Dr. Jomas F. de Lima Junior, a Secretária de Gestão Fazendária, Lucineia dos Santos Ribeiro; o Vereador Bruno Rios, representante da Câmara dos Vereadores; a presidente do Conselho de Contribuintes da SEFAZ-MT, Maria Célia Oliveira; Jonil Vital de Souza, ex-auditor de tributos de Várzea Grande, atualmente, Fiscal de Tributos Estaduais; os representantes do Ministério Público: Dra. Anne Karine Louzich Hugueney – Promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso, titular da 14ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital e o promotor: Wesley Sanches Lacerda, Secretário Geral do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos – CIRA/MT; os Conselheiros empossados e os auditores fiscais de Várzea Grande.

Contencioso é um termo que se refere a situações de disputa, conflito ou contestação. O Contencioso tributário inicia-se quando o contribuinte contesta os valores lançados a título de tributos, quais sejam, IPTU, ISSQN, ITBI e demais taxas. A instância responsável pela resolução desse conflito é o Conselho de Recursos Fiscais, que atua de forma independente da gestão municipal, primando pela transparência. O Conselho é a última instância administrativa para as tratativas acerca da cobrança de tributos.

O Conselho foi reativado em 2018, e ao longo dos anos, ganhou espaço – passou de cinco para nove membros -, credibilidade e trouxe resultados à administração. Somente no intervalo de 12 meses, entre setembro de 2022 a setembro de 2023, o Conselho julgou e decidiu pela manutenção de mais de R$ 13,8 milhões de reais em créditos tributários. Como explica a presidente do Conselho – reconduzida ao cargo – Stefania Borges da Silva, 87% dos recursos analisados pelo conselho em 2022/2023 eram oriundos de lançamentos de ISSQN, 8% do IPTU e o restante de alvarás e ITBI, contestados pelos contribuintes.

“O que nos chama à atenção é que a maioria desses recursos vem justamente de contribuintes do ISSQN, que é o tributo de maior arrecadação e mais fiscalizado pela Gestão Fazendária. O tributo demanda um trabalho constante e intensivo dos auditores, e, por isso, é o mais reclamado. Infelizmente ainda impera uma cultura de não pagamento dos impostos.

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Representando o prefeito, a primeira-dama e Promotora de Justiça do Estado, Kika Dorilêo Baracat, fez questão de ressaltar o trabalho da Gestão Fazendária e do Conselho, que focam no na justiça fiscal e no fortalecimento da arrecadação municipal. “Falar em receita tributária é falar em justiça fiscal. O município é forte quando o Fisco é forte. E em Várzea Grande temos um Fisco atuante, responsável, justo e eficiente”.

A secretária de Gestão Fazendária, Lucineia dos Santos, disse que as questões acerca da arrecadação são complexas e que em Várzea Grande têm um grau a mais de dificuldades, por conta da cultura enraizada de não pagar impostos. “Ainda que pesem todas essas dificuldades internas e externas, nós ampliamos em 20% a nossa arrecadação própria, que é fruto da nossa atuação, da promoção da justiça fiscal e da ampliação da base de contribuintes”.

Sobre o Conselho, Lucineia destaca que é o Conselho propicia a abertura entre o contribuinte e o Fisco municipal. “É onde o Município dá importância ao contribuinte. Onde ouve o contribuinte. É o fórum em que ele pode questionar o lançamento dos tributos, pode participar das reuniões de julgamento, ainda tendo voz, podendo fazer uma sustentação oral. Nossos lançamentos são feitos pelos auditores e eles podem sim, ser questionados a qualquer momento pelo contribuinte”.

O fiscal da secretaria de Fazenda do Estado e ex-auditor fiscal de Várzea Grande, Jonil Vital, frisa que cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país está em contenciosos, em razão da grande complexidade que é o sistema tributário brasileiro. “Esse dado por si só, revela o quão importante é a atuação desse colegiado, seja para promoção da justiça fiscal, seja para arrecadação aos cofres públicos”.

O promotor Wesley Sanches Lacerda fez questão de lembrar a atuação da primeira-dama, como promotora estadual no Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), do Ministério Público. “Várzea Grande é privilegiada. Tem uma primeira-dama que serve ao Estado como promotora de Justiça e que serve à cidade, tendo expertise para tratar de assuntos relacionados à recuperação de crédito tributários. Diante de tudo que estou vendo aqui e já sei, Várzea Grande está sob uma gestão que dá importância às questões tributárias”.

O CONSELHO – O Conselho de Recursos Fiscais é a última esfera administrativa para contestação de crédito tributários. Em caso de ter seu pleito indeferido, o contribuinte que ainda estiver insatisfeito com a cobrança, pode acionar a Justiça para resolução do conflito.

No Conselho os contribuintes têm a oportunidade de impugnar os lançamentos de IPTU, ISSQN, Alvará e ITBI. E essa impugnação gera o contencioso, que é o início do contencioso, os processos são julgados em primeira instância e pela segunda instância, que é o Conselho de Contribuintes. “Os membros do Conselho têm a missão de fazer a justiça fiscal observando a legislação tributária vigente. Então, na prática, eles recebem as impugnações dos contribuintes, avaliam a legislação tributária, avaliam se o lançamento foi realizado conforme a legislação tributária e verificam se os lançamentos foram realizados adequadamente ou não. Se o Conselho definir que o crédito tributário tem razão, a desfavor do contribuinte, esse crédito é encaminhado para Procuradoria e ele é inscrito em dívida ativa. Quem se mantiver em débito, vai para dívida ativa e fica impedido de gerar a Certidão Negativa de Débito (CND)”.

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Stefania frisa que o Conselho é inclusivo. Várzea Grande abriu mais espaços à sociedade, ampliando o número de conselheiros de cinco para nove. Participam representantes do Município, do Poder Legislativo Municipal, do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Várzea Grande (OAB/VG), do Conselho Regional de Administração (CRA), da Procuradoria Municipal e do Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Dos nove atuais membros, seis foram reconduzidos e três ingressam para o novo biênio.

O decreto de número 75, assinado pelo prefeito Kalil Baracat, trata da recondução e nomeação dos membros do Conselho Municipal de Recursos Fiscais para desempenharem a atribuição de autoridade julgadora em segunda instância, nos termos do art. 50, da Lei Municipal Complementar n.º 4.354/2018, e dá outras providências.

SIMPÓSIO – O I Simpósio do Contencioso Fiscal teve a participação da presidente do Conselho de Contribuintes da SEFAZ-MT, Maria Célia Oliveira; Jonil Vital de Souza, ex-auditor de tributos de Várzea Grande e Fiscal de Tributos Estaduais; representantes do Ministério Público: Dra. Anne Karine Louzich Hugueney – Promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso, titular da 14ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital e o promotor: Wesley Sanches Lacerda, Secretário Geral do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos – CIRA/MT; que esclareceram o funcionamento do contencioso estadual, a atuação do Ministério Público, desafios da reforma tributária e importância dos contenciosos tributários.

MEMBROS DO CONSELHO – Foram reconduzidos os conselheiros: Stefania Borges da Silva, Vicente Gomes de Lacerda, Jefferson Aparecido Pozza Fávaro, Emília de Oliveira Furlaneto, Antonio Barros de Souza e Bruno Lins Rios.

Foram nomeados os seguintes conselheiros: Fernando Luiz Krupiniski, Natacha Gabrielle Dias Carvalho Lima, Rodrigo Yawata Chagas, Maxwel Silva Alves e Josivania Franca Santos.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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