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MP debate estratégias para cidadania plena de mulheres trans e travestis

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Como parte das atividades do movimento “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher”, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) promove um debate no dia 12 de dezembro, a partir das 8h30, sobre “Lei Maria da Penha e estratégias para efetivação da cidadania plena de mulheres trans e travestis”. O evento ocorre no auditório da sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, com emissão de certificado aos participantes. Interessados na temática poderão se inscrever aqui

No período matutino, a programação inclui abertura oficial com a presença de autoridades, pocket show com a cantora Monica Seven, e o painel “E eu, não sou uma mulher? Transfeminismo e a construção de políticas públicas”. Serão debatedoras a militante dos Direitos Humanos Ana Vitoria Saraiva de Azevedo Pontes, servidora do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa dos Direitos Humanos, Diversidade e   Segurança Alimentar do MPMT, e a advogada Daniella Veyga, vice-presidente da Comissão de Diversidade da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso (OAB-MT). A mediação será feita pela promotora de Justiça Fernanda Pawelec, coordenadora do CAO sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino.

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À tarde, a partir das 14h será exibido o documentário “Dandara”, do Canal Brasil. Na sequência, ocorre o painel “Quero nascer, quero viver: estratégia travesti para o enfrentamento da violência”, tendo como debatedores a presidente do Grupo Livremente Conscientização e Direitos Humanos, Xica da Silva, a conselheira fiscal da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Mato Grosso, Josy Thayllor, e o presidente do Conselho Municipal de Atenção a Diversidade Sexual de Cuiabá, Valdomiro Arruda. A mediação ficará a cargo da juíza da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

A partir das 16h serão realizados os encaminhamentos, com mediação da defensora pública Rosana Leite Antunes de Barros, do Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública do Estado, e do promotor de Justiça Tiago de Souza Afonso da Silva, coordenador do Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá.

O evento é promovido pelo CAO sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino, com apoio do CAO de Defesa dos Direitos Humanos, Diversidade e   Segurança Alimentar e do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre as Relações de Gênero (Nuepom) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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Dados – Conforme o “Dossiê Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2022”, de autoria da secretária de Articulação Política da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Bruna Benevides, em 2022 foram registradas 151 mortes de pessoas trans, sendo 131 casos de assassinatos e 20 pessoas trans suicidadas. “Chama atenção o país figurar novamente como o que mais consome pornografia trans nas plataformas digitais de conteúdo adulto no mesmo momento em que o Brasil figura como o país que mais assassinou pessoas trans pelo 14º ano consecutivo. Houve ainda 142 violações de direitos humanos e os casos de impedimento de uso do banheiro foram os que mais tiveram destaque nessa edição”, narra o documento.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Novas leis reforçam rede de proteção às mulheres em Sapezal

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A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva.
Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres.
Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania.
A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura.
Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento.
O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas.
Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses.
Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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