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Justiça leva a júri oito acusados pela morte de jovem

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A Justiça acolheu pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e pronunciou oito acusados pela morte de Leandro Fagundes Luiz, crime ocorrido em 28 de março de 2025, em Alto Taquari. Com a decisão da Vara Única do município, Jeanderson Alves da Silva, André Júnior Rosa de Oliveira, Paulo Henrique Freitas Lopes, Ranniê Martins Corrêa, Ryan Crhistian Rodrigues de Souza, Jefferson Lima Pereira, Carlos Andriel Ferreira Bastos e Monis Kleia Carmo da Silva serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, além dos crimes de ocultação de cadáver, corrupção de menores e integração de organização criminosa.Conforme a denúncia do MPMT, Leandro saiu de casa na manhã do dia dos fatos para realizar um saque bancário em nome da avó e não retornou. As investigações apontaram que ele foi capturado e levado para uma residência abandonada nas proximidades do Lago Municipal, onde teria sido submetido ao chamado “tribunal do crime”. A motivação do homicídio estaria relacionada a um episódio anterior envolvendo a vítima e uma adolescente, fato que teria motivado o acionamento da organização criminosa.De acordo com os autos, parte dos denunciados participou presencialmente da ação, enquanto outros integrantes acompanharam e comandaram os atos por videochamada, de dentro de uma unidade prisional em Rondonópolis. A vítima teria sido agredida por um longo período com instrumentos contundentes antes de ser morta. O corpo de Leandro ainda não foi localizado.Ao proferir a decisão de pronúncia, o juízo destacou que a ausência do cadáver não impede o reconhecimento da materialidade do crime, uma vez que existem outros elementos probatórios nos autos, entre eles mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos, depoimentos de investigadores e reconhecimentos fotográficos.Segundo a denúncia, uma das acusadas, mãe de uma das adolescentes envolvidas no episódio que antecedeu o crime, teria procurado uma liderança da organização criminosa para solicitar a aplicação de uma punição contra a vítima. Posteriormente, ela teria recebido e assistido a um vídeo da execução.Na decisão, também foram mantidas as qualificadoras do motivo torpe, do emprego de tortura e do recurso que dificultou a defesa da vítima. O magistrado entendeu que há indícios suficientes para que a análise definitiva dessas circunstâncias seja feita pelo Conselho de Sentença durante o julgamento popular.Todos os acusados permanecem presos preventivamente. O processo segue agora para a fase preparatória do Tribunal do Júri.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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