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Alunos de escola militar debatem violência de gênero em roda conversa

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Confiança, respeito, admiração, parceria, maturidade, lealdade, liberdade, diálogo, zelo, carinho e cuidado estão entre os principais valores que os alunos da Escola Estadual Militar Dom Pedro II – Presidente Médici associam a um relacionamento saudável. As palavras foram registradas no “Mural do Respeito”, construído ao final da primeira visita do Projeto FloreSer à unidade escolar, nesta sexta-feira (15.05).Ao todo, seis turmas, com média de 30 estudantes cada, participaram das rodas de conversa promovidas pelas equipes multiprofissionais do Espaço Caliandra e por assessoras do gabinete da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, que acompanhou as atividades durante a manhã.O Projeto FloreSer é uma iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso, desenvolvida pelo Núcleo das Promotorias de Justiça de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, com o objetivo de orientar adolescentes e jovens sobre a prevenção da violência no início dos relacionamentos, além de promover reflexões sobre comportamentos abusivos e machistas entre os jovens.Durante os encontros, os estudantes refletiram sobre relacionamentos saudáveis, respeito mútuo, limites e prevenção à violência. O aluno João Paulo de Souza, de 15 anos, estudante do 1º ano, disse que a atividade trouxe orientações importantes para a proteção de meninas e meninos.“Aprendemos que não podemos forçar uma pessoa e que, mesmo quando existe amor, determinadas atitudes podem se tornar abuso. Todo relacionamento precisa ter limites. Também entendi que forçar alguma situação pode acabar provocando algo mais grave, até uma morte, e destruir o futuro de alguém”, afirmou o estudante.Para Ana Vitória, de 15 anos, a roda de conversa contribui para que meninas e meninos reflitam sobre comportamentos nocivos e não repitam atitudes de violência cometidas contra as mulheres. Segundo ela, as orientações também ajudam as jovens a identificarem os sinais de um relacionamento abusivo.“Acho que os meninos, assim como as meninas, vão refletir mais depois dessa palestra e passar a respeitar mais as mulheres”, destacou a estudante.A coordenadora Sandra Leite dos Santos ressaltou a importância de inserir o debate sobre violência doméstica e relações saudáveis no ambiente escolar. Segundo ela, iniciativas como o Projeto FloreSer contribuem tanto para orientar as meninas quanto para educar os meninos sobre respeito e igualdade.“Para nós, esse tipo de projeto é muito válido, porque ajuda a preparar as meninas e, principalmente, a educar os nossos meninos. São temas e situações que precisamos trabalhar constantemente. Ainda convivemos com questões relacionadas ao machismo e situações que muitas vezes incomodam as alunas. Temos meninas bem orientadas a procurar a coordenação sempre que algo as incomoda”, destacou a coordenadora.O aluno Luziel dos Reis participou ativamente das discussões. Segundo ele, o encontro trouxe reflexões importantes sobre a violência contra a mulher e a necessidade de mudança de comportamento dentro da sociedade.“Trazer esse conhecimento para o ambiente escolar é muito importante e ajuda a conscientizar as pessoas”, afirmou o estudante.A Escola Estadual Militar Dom Pedro II – Presidente Médici é administrada pelo Corpo de Bombeiros Militar desde 2020, enquanto a gestão pedagógica é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A unidade atende 839 alunos do Ensino Médio no período matutino e 822 estudantes do Ensino Fundamental no período vespertino.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Novas leis reforçam rede de proteção às mulheres em Sapezal

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A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva.
Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres.
Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania.
A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura.
Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento.
O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas.
Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses.
Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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