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De obra parada a marco da saúde de MT: Hospital Central inova com instalações modernas e foco no cuidado ao paciente

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Por 34 anos, o Hospital Central foi uma promessa adiada e um prédio em abandono no meio do Centro Político Administrativo, em Cuiabá. Mas, com o início do seu funcionamento, em janeiro de 2026, os mato-grossenses estão vivendo um novo momento da saúde pública. Entre os diferenciais, estão as instalações físicas amplas e modernas, equipamentos com tecnologia sofisticada e humanização no atendimento aos pacientes de forma totalmente gratuita.

Unidade do Governo de Mato Grosso, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso recebeu investimento de R$ 295 milhões em obras e R$ 246 milhões em equipamentos.

“O Hospital Central muda o patamar da saúde pública em Mato Grosso. Depois de mais de 30 anos abandonado, colocamos a unidade para funcionar e elevamos a régua do SUS no estado, com atendimento de alta complexidade que antes não existia aqui. Hoje Mato Grosso tem o maior e melhor hospital público do país”, disse o governador Otaviano Pivetta.

Arsène St Juste, haitiano residente em Cuiabá e pai de A.W.J., de 6 anos, avaliou positivamente o atendimento que a filha recebeu no Hospital Central. Ela tinha hérnia abdominal, passou pela cirurgia de herniorrafia umbilical e teve o umbigo reconstruído no procedimento.

“Fomos muito bem recebidos pela equipe do hospital e tudo deu certo. Agora, minha filha está bem, levando uma vida normal, com qualidade”, disse.

Com 287 leitos totais: 191 leitos de enfermaria e 96 leitos de cuidados intensivos, sendo 60 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a estrutura foi ampliada de 9 mil m² para 32 mil m² de área construída para atender as demandas de alta complexidade de Mato Grosso. No Centro Cirúrgico, a unidade possui 10 salas cirúrgicas e uma sala híbrida com hemodinâmica.

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“O que antes representava uma dívida histórica com a população agora gera resultados concretos para a saúde pública de Mato Grosso. O Hospital Central já cumpre um papel estratégico no fortalecimento da rede estadual e na ampliação do atendimento especializado. Podemos dizer que, mais do que atendimentos, essa unidade entrega um nível de qualidade jamais visto no estado e é referência para todos os demais hospitais”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.

Além da estrutura física, o Hospital Central investe no cuidado com o paciente, prioridade para o Einstein, organização filantrópica responsável pela administração da unidade.

Uma das únicas organizações de saúde do Brasil certificadas pelo Selo Ouro Planetree, o mais alto reconhecimento internacional relacionado à experiência do paciente, o Einstein adota em todas as suas unidades a premissa de priorizar o cuidado centrado na pessoa, como explica a diretora hospitalar, Alessandra Bokor.

“Nossa cultura organizacional prioriza o paciente e seus familiares e, para isso, aprimoramos nossos serviços o tempo todo com o apoio de uma equipe multiprofissional”, pontua. Além de médicos de 36 especialidade e profissionais da enfermagem, o time assistencial do Hospital Central inclui psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e brinquedistas.

A atenção às necessidades dos pacientes passa pelo acolhimento feito pelas equipes, mas também pelos espaços físicos pensados para esse fim. A pediatria é um exemplo: a estrutura é ambientada com personagens de quadrinhos e do universo infantil, a área tem uma atmosfera que, junto à atuação de profissionais especializados, torna as crianças mais receptivas aos tratamentos, o que resulta em uma recuperação mais rápida.

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Dentre os mais de 17 mil atendimentos já prestados a pacientes de 104 municípios mato-grossenses, estão consultas ambulatoriais em sete especialidades cirúrgicas, além de exames de imagem e laboratoriais e cirurgias.

A partir do mês de julho, serão 12 especialidades cirúrgicas ofertadas na unidade: pediátricas, ortopédicas pediátricas, ortopédicas oncológicas, urológicas, gerais, do aparelho digestivo, ginecológicas, vasculares, cardiovasculares, torácicos, de mastologia oncológica e neurocirurgias eletivas. A previsão é de que 31 mil consultas, 52 mil exames, 5 mil cirurgias e 8 mil internações aconteçam por ano na unidade.

Todo atendimento do Hospital Central de Alta Complexidade é feito gratuitamente pelo SUS em Mato Grosso, por meio do encaminhamento de pacientes pela Central Estadual de Regulação.

Sobre o Einstein

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc. Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social
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Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas, que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência, e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.

Fonte: Governo MT – MT

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Equipes de São Paulo e Santa Catarina são campeãs do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma

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O Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, uma das principais atrações do 2º Congresso Nacional de Emergência e Segurança Viária (Conesv), consagrou as equipes Rescue Team São Paulo e a CBMSC Mafra como as campeãs gerais da competição, que foi encerrada nessa sexta-feira (26.6), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.

A Rescue Team São Paulo, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), conquistou o primeiro lugar no Desafio de Salvamento Veicular. Já a CBMSC Mafra, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), foi a vencedora do Desafio de Trauma. Os resultados refletiram o melhor desempenho técnico entre os participantes, considerando os critérios de avaliação aplicados ao longo das provas, que simularam ocorrências reais de acidentes.

Para além da disputa entre equipes, o desafio foi reconhecido como uma das principais ferramentas de capacitação prática para bombeiros e profissionais de emergência. Durante três dias, 46 equipes de 16 estados e do Distrito Federal enfrentaram cenários realísticos com vítimas presas às ferragens e múltiplos traumas. Em cada prova, os participantes precisaram tomar decisões rápidas, atuar de forma integrada e aplicar protocolos internacionais de atendimento pré-hospitalar e resgate, sob avaliação de árbitros especializados.

O comandante da Rescue Team São Paulo, tenente BM Mateus Felipe de Almeida Pelico, atribuiu a conquista ao trabalho contínuo desenvolvido pela equipe ao longo dos últimos anos na busca pelo melhor desempenho técnico e profissional.

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“Nossa equipe participa desse processo desde 2015. Ao longo dos anos, passamos por diferentes formações. Há quase dois anos estamos nessa configuração e, no ano passado, conquistamos o quarto lugar no campeonato nacional. Neste ano, alcançamos o título. Estou muito feliz com esse resultado”, afirmou.

Durante o Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, as equipes foram avaliadas em critérios como comando da ocorrência, atendimento pré-hospitalar (APH), atuação da equipe técnica e desenvolvimento da operação em cenários que simulavam acidentes reais. Em todas as provas, os participantes receberam pontuações de acordo com a qualidade técnica, a segurança dos procedimentos e a eficiência no atendimento às vítimas.

Na modalidade de trauma, por exemplo, as equipes tiveram apenas 15 minutos para avaliar a cena, identificar as lesões e concluir todo o atendimento da vítima conforme protocolos internacionais. Os cenários permaneceram em sigilo até o início das provas e foram montados com veículos, vegetação e vítimas caracterizadas por especialistas em maquiagem realística para reproduzir, com fidelidade, as condições encontradas em acidentes reais.

Já na modalidade de salvamento veicular, as equipes tiveram 25 minutos para realizar o resgate da vítima em uma simulação de acidente de trânsito, cumprindo cerca de 150 critérios de avaliação, que abrangeram desde o atendimento médico e a liderança até a técnica operacional.

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Para o tenente Mateus, comandante da Rescue Team São Paulo, o principal diferencial foi a experiência da equipe em atuar em conjunto.

“Esse resultado foi fruto da sintonia da equipe. Precisamos estar preparados técnica, operacional e psicologicamente. Como estivemos juntos há bastante tempo, acabamos nos tornando uma família. Isso fortaleceu a comunicação e a tomada de decisões durante as provas”, concluiu.

Participaram dos desafios equipes dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Roraima, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Pará, Ceará, Amapá, Rondônia, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, além do Distrito Federal.

2° Conesv

O 2º Conesv, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), reuniu bombeiros militares, especialistas e profissionais de diversas áreas do Brasil e do exterior para debater avanços, desafios e boas práticas voltadas à segurança viária e ao atendimento de emergências no trânsito.

Além do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, a programação incluiu painéis, reuniões estratégicas, atividades práticas como o Holmatro Experience e os cursos Stop The Bleed e Rescue Training, voltados à capacitação em controle de hemorragias e atendimento pré-hospitalar.

Confira os vencedores do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma:

Fonte: Governo MT – MT

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